CPVI - Centro de Pesquisa da Visão Integrativa

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Quinta, 29 de Julho de 2010 - Boa noite!

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A valorização da relação médico-paciente é de suma importância para a melhora e cura do paciente. Os remédios são um veículo, a competência do profissional é importante mas o respeito, o cuidado, a atenção, o sentir-se compreendido, ser visto como gente, isto é primordial para o paciente.



Como se tornar médico?

Há desde a formação médica, uma focalização no órgão a ser tratado, a especialidade e a doença. Os estudantes acalentam sentimentos e ideais, com desejos reais de cuidar, ajudar e curar os pacientes tão logo ingressam na faculdade. Esta tendência vai se esvaecendo com a graduação, na medida em que observando o sofrimento do individuo e não sabendo como ajudá-lo, redobrar seus esforços para combater a doença, receitando novos remédios ou indicando novas cirurgias. Como não aprendem a lidar com o sofrimento do paciente e da família, acabam por atuar de forma desumanizada na sua prática médica, levando-os a se tornarem mais lógicos, estatísticos, rígidos e menos inclinados à esperança do que os próprios doentes. É mais confortável cuidar do “fígado de Dona Maria” do que “da Dona Maria”. Isto ocorre porque o médico não é treinado para conhecer o próprio sentimento e por isso vive sob stress constante. Como médicos, aprendemos a ser mecânicos, como tratar a doença, mas pouco interessado sobre o que a doença significa para a pessoa que sofre.


Quem é o médico e quem é o paciente?

O médico enfrenta consigo mesmo resistências, dificuldade de se educar para melhor educar. Quantos são verdadeiramente os médicos de bem com a própria vida, com autoestima e amor próprio, e com paz de espírito? Não sendo assim, como é possível ajudar o outro?

Por detrás das queixas há um ser humano que clama por ajuda, compreensão e entendimento, de como lidar com a doença, a apreensão e os medos. Para isso, é fundamental a percepção do paciente em sua totalidade, que se torna requisito para todos os profissionais da saúde que enveredam no caminho da ajuda, da melhora, da restauração e cura dos males dos que nos procuram.

Isto se torna possível, quando o profissional, o curador cultive e aprecie a possibilidade de trabalhar no caminho de um auto conhecimento que o faça perceber suas forças, fraquezas, limitações, qualidades, de modo a poder enxergar o paciente sem projetar conteúdos internos mal resolvidos, ou pelo menos estar atento ao uso de sua palavra quando estiver se dirigindo ao seu assistido. Esta é a qualidade de profissionais a que me refiro que valorizam a empatia, que conseguem se colocar na posição de seus pacientes, sentindo sua dor, sua inquietude, sendo esta a maneira mais qualitativa de exercer esta arte tão nobre que é a medicina.

O novo Código de Ética Médica visa modificar o olhar do médico em relação ao paciente. Não se admite mais um médico prepotente, autoritário que se coloca numa posição muito superior, se indignando quando o paciente recorre a uma segunda opinião.

O dever do médico de garantir morte digna é um preceito onde se incluem os cuidados paliativos, voltados àqueles pacientes sem perspectiva de cura.

Aproximadamente 80% das pessoas morrem de doença crônica e progressiva e o que deve-se evitar são os sofrimentos desnecessários pela falta de conhecimento do controle da dor, sem contar os sofrimentos inerentes a condição de estarmos vivos.

As equipes multidisciplinares, com envolvimento dos vários profissionais e cuidadores são a melhor maneira de verdadeiramente ajudar o paciente.

Estamos apenas entrando em contato com o tópico de cuidados paliativos, pois o mesmo não é ensinado nas faculdades, nos hospitais, e isto pode levar ainda algumas décadas, mas o desafio já foi lançado e sendo praticado por poucos médicos que o fazem de forma dignificante.


Leia mais sobre o assunto:
- Reportagem do Programa Fantástico sobre a reforma no Código de Ética Médica
- Site “O Diario” – Novo Código de Ética Médica pretende melhorar relação entre médicos e pacientes


dez
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O Sol, o mar e a diversão no verão

por Láercio Motoryn | Categoria: Diversos

Ter cuidados com a pele e olhos é importante para aproveitar tudo o que a viagem pode oferecer e evitar a subida da serra antes da hora

Um mês, sete dias ou um fim de semana. Com certeza, muita gente planeja o que fazer para aproveitar ao máximo o tempo de folga concedido nas escolas e empresas neste final de ano, sendo a praia o destino mais sonhado para descansar. Independentemente do tempo que será passado no litoral, alguns cuidados simples com a saúde podem evitar que a subida da serra aconteça antes do previsto e a estada longe do estresse da cidade seja mais prazerosa.

O dermatologista Agnaldo Mirandez, diz que o hábito comum de permanecer muito tempo com o mesmo traje de banho molhado é prejucial para a saúde da pele, pois isso favorece a proliferação de fungos que causam micoses e, em menor escala, infecções bacterianas. Segundo o médico, os tecidos sintéticos dos biquínis favorecem o quadro, pois não absorvem bem o suor e demoram a secar.

Além disso, a combinação de tecidos sintéticos apertados com a salinidade do mar e a areia podem causar assaduras. “Não há nenhuma medida para evitar esses problemas além da muda de roupa”. diz. No entanto, tomar duchas de água doce ao longo do dia ajuda a remover resíduos abrasivos que poderiam irritar a pele.

A estagiária Rosana Carneiro procura seguir essa recomendação. Quando viaja, leva seis biquínis para trocar sempre que toma um banho de mar. “Assim que chego em casa, troco a roupa para poder sair de novo e lavo a peça que usei no dia. Consigo evitar micoses desse jeito”, afirma. Para ir à praia, ela sempre usa bloqueador solar 30 e garante jamais ter enfrentado problemas com queimaduras de pele.

Proteção – Mesmo quem tem a pele mais escura deve usar um filtro solar com fator de proteção solar de, no mínimo, 20. O produto deve ser aplicado meia hora antes da exposição ao sol e reaplicado ao longo do dia. Para as crianças, o melhor é usar produtos específicos para o público infantil, pois a pele delas é mais sensível e a formulação dos produtos costuma ter fator de proteção mais elevado.

No mercado, podemos encontrar bloqueadores e protetores. Os óleos bronzeadores, bastante usados por quem procura ganhar uma cor em pouco tempo, são contraindicados: “Eles potencializam a ação da radiação solar e deixam a pele desprotegida, podendo provocar queimaduras e manchas na pele”, declara Mirandez. Ele explica que é melhor evitar banhos de sol no período das 10h às 16h e afirma que não há um tempo ideal de exposição  para evitar complicações, pois isso varia de acordo com a sensibilidade de cada pessoa ao sol. Depois de conquistar um bronzeado de forma saudável, dá para manter a cor consumindo alimentos ricos em betacaroteno, como cenoura, tomate, abóbora, rúcula, batata doce e brócolis.

Queimaduras – Para quem ficou com ardência e vermelhidão na pele depois de esquecer de passar protetor ou passando tempo demais tomando sol, o dermatologista recomenda banho de água fria, compressas de maizena e loções hidratantes calmantes para a pele. “Se a pessoa estiver sentindo dor deve tomar uma aspirina para aliviar, mas se a dor persistir, é melhor procurar um médico para receber medicação adequada”, ensina o dermatologista. Porém, quanto mais essa situação se repetir, maiores as chances de se desenvolver um câncer de pele no futuro.